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Resenha: Desventuras em Série

Uma resenha sem spoilers da primeira temporada de Desventuras em Série

Desventuras em Série é a nova aposta da Netflix. A série que conta as desventuras dos órfãos Baudelaire foi lançada pelo serviço de streaming no dia 13 de janeiro de 2017. Essa primeira temporada é composta de oito capítulos de aproximadamente cinquenta minutos de duração.

Desventuras em Série – a série, é uma adaptação de “A Series of Unfortunate Events”, uma série composta por treze livros escrita por Lemony Snicket, pseudônimo do autor Daniel Handler e ilustrada por Brett Helquist que foram publicados de 1999 a 2006.

Os livros contam a história de três irmãos muito inteligentes: Violet Baudelaire (Malina Weissman), a irmã mais velha e com um potencial inventivo incomparável, Klaus Baudelaire (Louis Hynes), um garoto apaixonado pela leitura e Sunny Baudelaire (Presley Smith), a mais jovem dos três, uma bebê dotada de dentes afiadíssimos – que se deparam com a perda inconsolável de seus pais em um grande incêndio que destruiu por completo sua casa.

A partir de então, os pobres órfãos Baudelaire se vêm à mercê do destino, sendo confiados à guarda de seu parente mais próximo, o Conde Olaf (Neil Patrick Harris), um péssimo ator que só quer saber de pôr as mãos na fortuna deixada pelos pais para as crianças e que para obter êxito, não poupará esforços ou medirá consequências.

Antes da adaptação para o formato série, uma adaptação para o cinema dos três primeiros livros da série foi lançada em 14 de dezembro de 2004. O filme trazia Jim Carrey no papel do infame Conde Olaf e ainda trazia no elenco nomes de peso tais como Meryl Streep, Jude Law, Emily Browning e Luis Guzman – entre outros.

Agora, irei destacar o que eu gostei e o que eu não gostei na série. Vamos lá?

O que eu gostei:

  • Gostei da abertura cantada da série que à cada novo episódio, sofre algumas modificações na letra que contam e ressaltam os eventos chave dos capítulos anteriores. Isso substitui o “anteriormente” ou “nos capítulos anteriores” de maneira inteligente.

  • Gostei da maioria dos atores escolhidos. Neil Patrick Harris manda bem como Conde Olaf (apesar de eu ter torcido o nariz pra ele nos primeiros episódios, mas aos poucos ele foi se soltando e entrando no personagem).

  • Presley Smith também me divertiu muito como a bebê Sunny, com seus comentários, tiradas cômicas, sagacidade e seus dentes afiados que detonam tudo.

  • Gostei também de Patrick Warbuton interpretando Lemony Snicket, um narrador que além de nos contar a história, se insere e interage com a mesma.

  • O elenco de apoio também tem boas atuações. É o caso de Joan Cusak que manda muito bem interpretando a Juíza Strauss.

  • Gostei também do tom anacrônico da série, que parece se passar em um tempo que engloba e incorpora várias épocas e elementos de tempos e eras diferentes.
  • A produção e a maquiagem da série também merecem ser mencionadas. Gostei das referências espalhadas pelos capítulos, da dublagem muito bem-feita e da escolha dos dubladores.

O que eu não gostei:

  • Não gostei das explicações excessivas dos significado e contextos das palavras e termos. Em alguns momentos, isso funciona, mas em outros, torna-se repetitivo, chato e enfadonho. Outra coisa bem chata são os constantes avisos de  Lemony Snicket pra gente parar de ver a série. Isso enche o saco.
  • Não gostei da burrice de alguns personagens. O Poe (K. Todd Freeman) por exemplo, me irritou demais com a sua burrice burra. Sei que isso pode ser proposital, mas que esse fela da potcha me deixava irritado demais, ah deixava.

  • Não gostei muito da trupe de atores do Conde Olaf. As duas senhorinhas porra lokas e puxa-sacos do conde tem alguns bons momentos, mas os outros são meio sem sal.

Desventuras em Série, é uma série que segue o padrão Netflix: há cuidado e esmero na produção, na escolha dos atores e devo ressaltar que a dublagem nacional ficou boa demais! Analisando a série como um todo, posso dizer que fui surpreendido. Eu a assisti nesse final de semana com a minha namorada e com o filho dela e posso dizer pelo interesse do menino (que tem 8 anos e viu todos os episódios com a gente) que Desventuras em Série é uma série que pode agradar adultos e crianças. A quantidade de capítulos e o tempo de cada um deles contribuem para que ela não seja uma série chata e maçante. No aspecto geral, eu gostei e a série cumpriu o papel de entreter. Há ganchos e argumentos para outra temporada e caso ela venha a acontecer, eu a assistirei.

Ah, outra coisa: eu sei que é difícil desassociar a série do filme homônimo estrelado por Jim Carrey, mas faça um favor a si mesmo: tente. Esta série não é uma adaptação do filme, mas sim dos livros. Assista desarmado, sem criar expectativas e corra o risco de se divertir!!!

Bem, taí a Resenha de Desventuras em Série. Alguém já assistiu? Se sim,  MIMIMIzem aê nos comentários o que acharam e até a próxima resenha.