Resenha: Guerra Civil II (Free Comic Book Day)

Guerra Civil

Vamos conferir a Edição de  Guerra Civil II que foi liberada durante o Free Comic Book Day? E de quebra, ainda tem uma história dos Novíssimos e Incomparáveis Vingadores.

Falaí galera!!! Na resenha de Guerra Civil II #0 (que vocês conferem aqui) nós vimos o prenuncio da Guerra. Agora, você confere nessa resenha o que acontece na edição de Guerra Civil que foi liberada no Free Comic Book Day. Vamos lá?

O Triskelion, o quartel-general dos Supremos: Rhodey (aka Máquina de Combate) chega e é recepcionado pela Capitã Marvel que pergunta o que ele está fazendo ali. Rhodey diz que está surpreendendo-a, mas pergunta que se ela não sabia que ele viria, por que estava ali esperando por ele. A Capitã responde que na verdade, estava esperando por outra pessoa. T’chala (aka Pantera Negra) aparece e Rhodey o cumprimenta. A Capitã pergunta novamente o que ele está fazendo ali e ele responde que é só saudade mesmo. A Capitã manda Rhodey tirar o capacete e que T’chala fique de costas. Aí, taca um beijo na boca de língua em Rhodey enquanto T’chala implora aos seus ancestrais que não deixem vomitar na máscara. Entonces derepentemente, surgem os Inumanos Medusa, Cristalys, Dentinho e o Novo Inumano Ulysses.

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A Capitã faz as apresentações à Rhodes, embora todos se conheçam com exceção de Ulysses. O motivo da visita dos Inumanos à base dos Supremos é fazer testes no novo Inumano para que eles possam entender melhor o seu poder recém-revelado. Medusa diz que eles precisam saber como as habilidades dele funcionam e que se vão confiar nelas para prever o futuro, precisam saber se os dados são verdadeiros. A Capitã quer saber se isso pode unir humanos e Inumanos. Ulysses explica que não tem controle sob os seus poderes e que no momento, eles apenas acontecem. Ele diz que não vê apenas o futuro: ele o sente. Ele alega que todo o seu corpo sente os desastres e está preocupado com isso. A Capitã diz que se conseguirem descobrir como os poderes dele funcionam, ele pode ser a pessoa superpoderosa mais importante que ela conheceu desde – ela é interrompida por um grito de dor de Ulysses. Ela pergunta o que houve e ele responde: “Th-Thanos. Seu nome é Thanos. Ele… está vindo”.

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Corta pro Projeto P.E.G.A.S.U.S., no monte Atena, Nova York: o lugar foi evacuado e os ocupantes substituídos por MVA (Modelos de Vida Artificial). A Mulher-Hulk pergunta à Capitã quanto tempo eles vão esperar e ela responde que pode ser à qualquer momento. Nisso, ouve-se um estrondo e esse som anuncia a chegada de Thanos. Ele é recepcionado por Miss América, Medusa, Espectra, Cristalys, Mulher-Hulk, Capitã Marvel, Tocha Humana, Pantera Negra, Marvel Azul e Cristal. Thanos saca o seu trabuco (POTZ!!! Thanos de trabuco. Que bosta!!) e dispara contra eles dizendo que os Vingadores da Terra não deveriam estar ali. A Capitã absorve o disparo e manda os outros acertá-lo com força. O Tocha Humana dispara suas rajadas contra Thanos que vocifera que o Cubo Cósmico pertence à ele e não à Terra. A Mulher-Hulk ataca Thanos no corpo à corpo e depois sai do caminho para que o Tocha desfira uma nova rajada.

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A Capitã manda o Máquina de Combate pra cima do Thanos. Ele dispara todas as suas aramas contra o Titã louco e logo depois, é a vez da Medusa entrar na luta. Thanos pergunta como eles sabiam que ele estaria ali e Medusa responde: “Lembre-me de te contar um dia”. Miss América fala para Medusa recuar para que o Máquina de Combate efetue um novo ataque, mas Thanos arremessa Medusa contra ele no momento em que ele disparava. Um foguete acerta a Mulher-Hulk bem no meio das tetas e explode. Máquina de Combate procura por ela em meio às chamas, mas quem o encontra é Thanos, que o acerta com tudo. A Capitã grita por Rhodey e Thanos ordena que lhe entreguem o seu Cubo. Todos caem pra dentro de Thanos e depois de meterem a porrada nele, a Capitã finaliza com um socão no meio da fuça do Titã. Ela vai na direção do Rhodes enquanto que o Marvel Azul diz que a Mulher-Hulk mal está respirando. Cristal (aka Agente Blaire – ela ainda é agente da S.H.I.E.L.D.) pede médicos à com urgência no projeto P.E.G.A.S.U.S. enquanto a Capitã ampara Rhodes e grita por ajuda. É o fim da história, mas não dessa edição.

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A segunda história é a dos Novíssimos e Incomparáveis Vingadores. Nela, somos apresentados à Nova e Diferente Vespa. Ela é Nadia Pym, a filha do vingador fundador Hank Pym e sua primeira esposa Maria Trovaya. Opa, opa, opa!!! Mais um retcon safado da Marvel? Não amiguinhos… na revista Tales To Astonish #44, numa história solo do Homem-Formiga (que ainda era o Hank Pym), nós descobrimos que o bom doutor já teve sim uma primeira esposa e isso, dentro do cânone oficial da Marvel (dessa, nem eu sabia… tive que pesquisar saporra). Futuramente, serão revelados mais detalhes sobre Nadia Pym e suas origens.

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Nessa edição, vemos Nadia já na identidade de Vespa mimizando mentalmente sobre voar, ser livre, sua missão e outras coisitas mais enquanto zanza por algum lugar repleto de desafios tecnológicos. Derepentemente, um alarme anuncia que ela foi detectada. Ela continua o seu trabalho (plantado algumas esferas em determinados lugares) até que ela é isolada em um lugar. Um dispositivo dispara fumaça e ela pensa: “Dei duro demais para ser impedida agora”.

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E corta para meses atrás: Vemos Nadia batendo na porta da residência de Hank Pym e mimizando sobre como se apresentaria ao pai. Como ninguém responde, ela se senta nos degraus da escada e pega o seu smartphone, no qual ela lê uma notícia sobre os Vingadores dizendo que Henry Pym havia se sacrificado na batalha contra Ultron. Ela chora chocada com a notícia, mas logo em seguida, invade a cada do pai e fica maravilhada com o que encontra no laboratório. Ela pega algumas coisas que permitiriam que ela renascesse como a nova Vespa.

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Corta pro presente: ela escapa da fumaça e das armadilhas, termina de plantar as outras esferas e enquanto executa essas ações, mimimiza mentalmente que vai procurar e se apresentar ao Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Viúva Negra e ao Visão e mostrar à cada um deles do que ela é capaz. Ela sai do lugar onde estava (que se revela ser na verdade, o interior do Visão)e aciona os dispositivos que ela plantou. E é o fim dessa história. A sequência dela será mostrada na revista Os Novíssimos e Incomparáveis Vingadores #9.

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Vamos às analises começando pela primeira história que foi escrita por Brian Michael Bendis: como sempre, o estilo do Bendis é de muito papo. Somos apresentados à mais personagens, descobrimos mais aspectos da trama e presenciamos teoricamente duas baixas no conflito que se anuncia. Gostei um pouco mais desse roteiro do que o da Edição #0 de Guerra Civil. Nota 6.

Os desenhos ficaram à cargo de Jim Cheung. Gosto muito do traço de Cheung, desenhista que acompanho desde os tempos de X-Force e X-Men. Os personagens têm boas expressões faciais e proporções corporais. Os cenários e locações são bem detalhados, fazendo com que a ambientação funcione bem para a história. Nota 7,5.

A segunda história é escrita por Mark Waid e o cara dispensa comentários. Em poucas páginas consegue criar uma história interessante e introduzir um novo velho personagem que sempre foi importante para os Vingadores. Quanto à ela ser filha do Pym com uma esposa que ninguém mais lembrava, só digo uma coisa: no Waid eu trusto! O cara não dá ponto sem nó e vai conseguir explicar saporra tão bem que vai até fazer sentido. Nota 7,5.

Na arte, outro fera: Alan Davis. Sou fã do estilo estilizado e limpo desse desenhista desde os tempos dele em X-Men e Excalibur. É uma arte agradável de se ver e funcionou perfeitamente para a história. Nota 8,0.

Bem galera…é isso aí. Ainda não deu para juntar os pontos entre o que li em Guerra Civil II #0 e o que eu li nessa edição. Talvez quando finalmente sair a primeira parte, as coisas se encaixem e façam sentido. MIMIMIzem aê nos comentários o que acharam dessa edição e até a próxima resenha.