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Resenha: Guerra Civil II #0

Guerra Civil

 

Começa aqui o prelúdio para a Guerra Civil II.

Falaí meus caros Marvecos e Marvecas: Guerra Civil II #0 saiu nos states no dia 07/05 durante o Free Comic Book Day e funciona como um prelúdio para o inicio da Guerra Civil II. Vamos conferir a resenha?

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Estamos na Corte da Cidade de Nova York, onde a advogada Jennifer Susan Walters (aka Mulher-Hulk) está defendendo o seu cliente Jonathan Powers (aka Polichinelo). O argumento principal da sua defesa, é que não podem punir pessoas por seus pensamentos, pois os Estados Unidos ainda é uma terra de liberdade. E isso significa liberdade de pensamentos e ideais, porque senão, eles não são pessoas livres. Corta para a Latvéria, onde o Coronel James Rhodes da Marinha dos E.U.A. (aka Máquina de Combate) ordena que alguns rebeldes abaixem suas armas, pois a Latvéria está sob proteção dos Estados Unidos até que um governo democrático preliminar seja estabelecido e qualquer ato contra isso, é um ato de terrorismo global. Eles se rendem.

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Corta para a Sala de Situações da Casa Branca, onde o Presidente dos E.U.A. propõe à Rhodes que ele se torne o seu novo Secretário de Defesa. Rhodes pergunta o que houve com o antigo e o Presidente responde que o antigo não é um grande símbolo de poder do ideal americano. O Presidente explica que está oferecendo o cargo de Secretário da Defesa como um primeiro passo rumo até esse cargo. Rhodes espantado pergunta se ele está falando do cargo dele e o Presidente diz que eventualmente, um dos seus “Super-Heróis” vai concorrer à Presidência e que um dia, o seu amiguinho Tony vai acordar, decidir que ele deveria ser o Presidente e para isso, ele percorreria o País para comprar a sua entrada. Ele finaliza dizendo que sabe que eles são amigos, mas prefere que seja ele.

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E corta para a Universidade de Ohio, onde um grupo de alunos observa a Nuvem Terrígena se aproximando. As névoas os alcançam e em meio à excitação para saber quais deles teriam sido afetados, eles descobrem que dois de seus colegas (Ulysses e Michele) foram envolvidos por casulos e se perguntam o que acontece agora. Corta para o Triskelion, Quartel-General e lar dos Supremos: A Capitã Maria Gadú Marvel chega ao convéns e é informada de que a Tropa Alpha interceptou uma Invasão alienígena que se tratava na verdade de um bando de Shi’ars bêbados procurando por “Amor primitivo”. Ela pergunta por notícias da V-Force e informa que não houve nada desde o ultimo relatório. Alguém avisa pelo comunicador de que ela tem uma visita na sala de comunicação.

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A visita se revela ser Doc Samson. Eles trocam um rápido lero e então, Samson pergunta se está tudo bem. A Capitã responde que nunca está bem para eles. Ela conta uma historinha de uma prima que tem dois filhos e que todos os dias quase se matam acidentalmente e que isso acontece com tanta fre     quência, que ela está quase sempre em estado de pânico. Ela diz que diante disso, pesou: “Essa é a nossa vida” – diz Samson completando a frase. Ela diz que é isso mesmo… que eles tiveram tantos desastres reais que quase foram os últimos e por isso pensou “E se pelo tentarmos impedir esses desastres antes que eles pairem sob as nossas cabeças?”. Samson pergunta como ela está se saindo e ela responde que eles têm os seus momentos. “Parece nobre” – ele diz. “Parece lutar contra o tempo” – ela retruca. Ele pergunta se foi por isso que ela o chamou e ela responde que queria saber o que ele estava aprontando. Samson responde que ainda tinha a sua clínica e que estava tentando balancear a sua vida como Super-herói e psicanalista. “Balancear a vida”. Tá falando bobagem” – ela diz. Ele pergunta como tem sido isso para ela e ela responde que levou um tempo para perceber que ele estava falando da vida civil. Samson pergunta se ela sente falta da vida civil e a Capitã pergunta se aquilo é uma sessão.

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Samson responde que só quer saber como ela está. A Capitã diz que ele foi mandado ali e Samson responde que tem muitas coisas acontecendo e que algumas pessoas só queriam saber como ela estava. Rola um mimimi entre eles que se resume na Capitã Marvel desejando ter algum tipo de controle ou algo que os protegesse deles mesmos e Samson diz que talvez seja para isso que eles existem. “E se um dia não formos o suficiente?” – pergunta a Capitã. “Até agora, tudo bem.” – responde Samson. Corta pro Aero porta-aviões da S.H.I.E.L.D.: a Mulher-Hulk pousa no aero porta-aviões e a Diretora Maria Hill a recebe. Rola um lero sobre o caso que ela como advogada perdeu e Hill avisa que o “Polichinelo” (o cliente dela) morreu na cadeia. A Mulher-Hulk diz que ele era inocente e que o mandaram para a cadeia antes dele fazer algo errado. Hill diz que ele era um criminoso reincidente e a verdinha responde “Mas não dessa vez.”. “Ele teria feito de novo. Ele sempre fazem.” – retruca Hill.

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Corta novamente para a Universidade de Ohio, onde Ulysses sai do seu casulo e é bombardeado por perguntas dos alunos, curiosos e repórteres. Derepentemente, o outro casulo se abre e a outra Nova Inumana surge em sua nova forma alada e monstruosa.

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Ulysses apaga (ou foi atacado pela Nova Inumana) e quando volta à si, não sabe o que aconteceu e se depara com o seguinte cenário:

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E é o fim dessa edição.

Vamos às analises começando pelo roteiro: Brian Michael Bendis começa a trama no seu velho estilo de “muito papo”, nos levando à vários lugares, mostrando vários eventos e apresentando os personagens que darão inicio ao conflito que está por vir. Gostei de algumas coisas e de outras nem tanto. Por exemplo: o embate filosófico e ideológico travado pela Mulher-Hulk e a Diretora Hill foi algo interessante e gostaria de ver isso sendo mais explorado. Agora, a forçação de barra em fazer da Capitã Marvel/Carol Danvers um personagem ultramegamodafoca é demais! Vejam bem: ela é a comandante da nova Tropa Alfa, membro ativo da A-Force e dos Supremos. Se forçarmos a amizade, podemos lembrar de que ela ainda deve ter o status de Vingadora reserva… esqueci de alguma coisa ou ainda tem mais? Fazer dos Inumanos (ou Novos Inumanos) os catalisadores dessa nova Guerra Civil já era previsível e essa edição, serve para inserir o novo personagem Ulysses, que tem o dom nada original de prever o futuro e será importante para toda a série. Mas como essa edição funciona como uma espécie de prólogo vou aguardar as cenas dos próximos capítulos. Nota 5,0

A arte ficou à cargo de Olivier Coipel e sinceramente, não gostei do seu traço. Não gostei de como ele desenha os personagens, das expressões corporais e faciais e do enquadramento das cenas. Nota 3,5. Já o trabalho do colorista Justin Ponsor é muito bom! A palheta de cores utilizada por ele tenta salvar a arte de Coipel (principalmente nas cenas de paisagem e de página dupla), mas falha por culpa do desenhista. Nota 6,5 para ele.

Bem… taí a resenha de Guerra Civil II #0. Tem uma coisa que me deixou com a pulga atrás da orelha: esse poder de prever o futuro desse Novo Inumano Ulysses… cagando regra: e se saporra de Guerra Civil II for algo que acontece e quando chegar no final, tudo não passou de uma visão desse puto? Outra coisa que me chamou a atenção foi que o Homem de Ferro/Tony Stark não aparece nessa edição (ele é apenas citado). MIMIMIzem aí nos comentários o que acharam dessa bagaça e até a próxima resenha. Fiquem agora com as capas variantes:

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E o que vem por aí:

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